
Uma das atividades desenvolvidas pela professora Dulce foi a leitura do texto "PISTAS PARA UMA AÇÃO COMUNITÁRIA" acompanhada de trabalho em grupos. O texto fala sobre como desenvolver ações comunitárias eficientes e que sejam um fator de crescimento recíproco. Fala também sobre parâmetros que temos que levar em conta na organização dessas ações,como:
1 - Conhecer a comunidade onde atuamos - necessário para que possamos traçar os objetivos e estabelecer prioridades para as ações. Estes conhecimentos abrangem dados demográficos, econômicos, culturais, geofísicos, sócio-políticos e históricos da comunidade. Esta análise constitui o que se chama de Diagnóstico da Comunidade, e é a garantia de uma ação comunitária eficaz e respeitosa do outro.
2 - Participação Comunitária - elemento fundamental na tomada de decisões no que diz respeito ao que deve ser feito, de como deve ser feito, bem como da avaliação das ações desenvolvidas.
Quais os benefícios obtidos pela participação?Em que consiste seu valor?Por que ela é tão importante num trabalho comunitário?Segundo Alastai T. White:
- a participação garante a adoção de métodos de organização e técnicas menos onerosas e mais apropriadas ao meio ambiente local;
- o fato de agirem juntos produz uma comunidade mais unida;
- a participação serve como catalisador para novos esforços de desenvolvimento;
- a participação favorece o senso de responsabilidade a propósito do projeto;
- a participação nos garante que o que fazemos é uma necessidade real;
- a participação nos permite valorizar e utilizar os conhecimentos e competência locais;
- a participação torna as pessoas menos dependentes da ação dos técnicos;
- a participação é fator de conscientização.
O maior entrave para se desenvolver ações comunitárias é saber como motivar a comunidade para desenvolver as ações necessárias para o bem comum.
3 - educar para transformar - a revisão de idéias, as reflexões constantes, a auto-gerência, enfim uma proposta educativa há de ser gerada com a finalidade de mudar realidades.
Mas será que a educação é sempre um fator de crescimento? Quando é que ela pode se transformar em obstáculo ao desenvolvimento humano e coletivo?
O professor Michel Cornaban nos mostra dois tipos de formação:
- Formação conformação - aquela que não dá lugar para os questionamentos, que dá lugar ao congelamento social, que visa manter o que já existe.
- Formação transformação - estimula a criatividade, o saber é encarado como um instrumento de mudança social e nasce do diálogo.
Para que a formação seja um fator de transformação há que se levar em conta alguns princípios(segundo Michel Cornaton):
- Privilegiar o aspecto prático e útil da formação;
- Alternar o particular e o geral - fatos vividos como pessoais podem ter pontos comuns quando discutidos no grupo;
- A formação deve levar em conta o essencial dos problemas do contexto da pessoa em formação - não podemos esquecer o meio onde as pessoas vivem;
- A formação como (re) criação - de forma prazerosa e recreativa também se aprende.
- Educação pela participação - aprendizagem conjunta onde técnicos e comunidade aprendem e se atualizam. Só há crescimento e educação para a vida, onde a comunicação não se faz de forma unidirecional.
- Respeitar a cultura local - cada grupo humano tem seus hábitos, costumes e valores sociais que devem ser levados em conta na hora de se promover uma ação educativa. Se soubermos conviver com estas diferenças, podemos transformar o cenário comunitário sem traumatismos e ainda sermos aliados na mesma luta.
Toda ação comunitária requer avaliação.É nesse momento que se corrige os erros, que se supera os obstáculos, que se tiram lições que vão nortear as próximas ações. Devemos sempre retomar os objetivos e o referencial teórico definidos no início da ação e confrontá-los com as ações empreendidas.
Após a leitura do texto, a professora Dulce dividiu a turma em grupos para a realização de uma atividade. Nosso grupo ficou assim composto:Sirley, Raíssa, Marisa, Keli, Joice, Luis, Bernardo, Keli de Moraes, Kézia. Coube-nos discutir "As diferentes possibilidades de relacionamento dos técnicos/educadores/assessores com a população, relacionando-as com a sua prática individual ou institucional(em Pomerode)."
Conclusão do grupo:
Atualmente as práticas educativas em saúde têm acontecido de forma verticalizada, ou seja, repasse de conhecimentos.Percebe-se a carência de recursos didáticos e mesmo de conhecimento por parte dos técnicos em conduzir pedagogicamente os encontros com a comunidade.
Outro agravante é a falta de competências em gestão para lidar com as equipes internas e mesmo com a população.
Falta também concreticidade nas discussões em grupo; provavelmente por não se traçar objetivos claros e diretos para serem abordados nos encontros.
Concluímos que para melhorar nossas práticas, necessário seria:
- Treinamento para os técnicos para que melhor conduzam seus encontros com a comunidade;
- Maior conhecimento, por parte das equipes, de suas comunidades;
- Maior vínculo com a comunidade;
- Conhecimento da história da comunidade alvo para estimular inovações e agir de forma presentiva;
- Incentivar a co-responsabilidade;
- Dinamizar os encontros;
- Avaliar as práticas buscando erros e acertos com o sentido de melhorar sempre.
Desta forma, a comunidade aprenderia a se organizar, discutir e decidir sobre questões concretas.
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