sábado, 14 de junho de 2008
NOVOS RUMOS...
Antes de partirmos para o último encontro na disciplina de Educação em Saúde, gostaríamos de compartilhar com quem vier nos visitar, este vídeo que achamos bastante interessante. Vale a pena ver.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
PONTO DE CHEGADA!
- " Oficina de Arte-Identidade"
Sobre esse processo, fizemos a seguinte síntese:
A arte, como expressão pessoal, pode ser usada para a interpretação de fatos corriqueiros com os quais lidamos. Ela pode ser utilizada em oficinas de encontro visando que as pessoas possam superar seus medos, vencer suas angústias e dominar suas ansiedades. No momento da criação, somos nós mesmos...colocamos para fora nosso EU interior. Como técnicas, podemos lançar mão da colagem, do menuseio da argila para confecção de objetos, da pintura, da arte cênica, onde as pessoas se juntam para uma criação coletiva.
- "Reunião de Quarteirão"
Nossa equipe simulou uma reunião entre moradores de um quarteirão em um bairro fictício. Esta reunião tinha como finalidade: levantar questões que precisavam ser resolvidas no quarteirão, determinar ações, executores das ações e marcar uma data adiante para avaliar os frutos das ações. Quando o coordenador do encontro chega(um morador do quarteirão), encontra o caos instalado...todos falando ao mesmo tempo sobre problemas diversos e não se chegando a conclusão nenhuma sobre o que necessitaria de uma ação urgente.
Mostro agora os resultados do meu desenho e do da Raíssa a título de ilustração da dinâmica onde toda a nossa turma participou:
quarta-feira, 11 de junho de 2008
CAMINHANDO UM POUCO MAIS...

Começamos nosso encontro no sábado, dia 31/05/2008, lendo a LEI DOS CINCO “Es”: EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO - Gilson Carvalho
INTRODUÇÃO
O objetivo deste texto é discutir EDUCAÇÃO E SAÚDE. Educação: e, na, para, por, pela, em... saúde! (Estou tentando não chocar, mas agradar a todas as correntes filosóficas da educação!) A Lei dos 5 Es defende a idéia da Educação dos administradores e dirigentes; Educação dos profissionais de saúde; Educação dos Prestadores de Serviço; Educação dos Cidadãos Usuários; Educação do Ministério Público, Judiciário, Mídia.
Podemos ter os maiores investimentos em saúde do país, o maior número de serviços, o maior e melhor parque de equipamentos, medicamentos, procedimentos. Sem melhorar o conhecimento e a prática das pessoas envolvidas neste processo de conquista da saúde, a qualidade final de vida e saúde das pessoas continuará ruim. A própria Constituição Federal e a Lei de Saúde condicionam o estado de saúde das pessoas ao econômico e social. A principal ferramenta, para modificar os condicionantes e determinantes do estado de saúde e a qualidade de vida das pessoas, é a educação. Países desenvolvidos e os que mais se desenvolvem, têm investido importantemente em educação. Venho defendendo, principalmente nos últimos anos, como uma das saídas para a saúde no Brasil a aplicação da Lei dos “5-E”: Educação, Educação, Educação, Educação, Educação. Neste refrão entra a educação dos governantes e dirigentes públicos e privados de saúde, prestadores de serviços de saúde, profissionais de saúde, cidadãos usuários dos serviços de saúde, Ministério Público, Judiciário, Mídia etc. O caminho para se ter uma população com mais saúde é a educação. Investir em educação é a tônica de minha fala-ação há décadas e a cada dia mais convicta e enfaticamente. Quero compartilhar esta idéia-fonte, aprofundando este debate.
1. EDUCAÇÃO DOS GOVERNANTES E DOS ADMINISTRADORES PÚBLICOS E PRIVADOS DE SAÚDE. Prefeito, assessores, secretários, gestores, dirigentes públicos e privados, gerentes de unidades, de equipes. Primeiro, ter rigor em escolher as melhores pessoas para ocupar os cargos de direção geral e intermediária em saúde. A administração de saúde é de extrema complexidade. Não tenho preconceito de que ela não seja feita exclusivamente por profissionais de saúde. Mas, tem-se que buscar as melhores e mais competentes reservas de profissionais, dentro ou fora das corporações privadas ou político-partidárias. Tem-se que evitar perder tempo e dinheiro com improvisações e tentativas frustras de saídas, por vezes ingênuas e simplistas, de gente inexperiente. Defendo uma gerência de saúde mais profissional que política-partidária (ainda que sejamos todos políticos). Sabe-se hoje, mais que nunca, que o exagero do uso do instituto constitucional da livre nomeação nos serviços públicos é fonte e convite à corrupção, nepotismo e clientelismo. Nas chefias da administração pública deve-se usar como de livre nomeação o menor corpo possível de pessoas de “fora”. Defende-se que a grande maioria das chefias, até mesmo as de livre escolha, seja retirada dentre os profissionais de carreira. Só assim não remexemos a essência da saúde a cada um, dois ou quatro anos. Há equipes de neófitos e despreparados que, quando começam a querer entender de saúde, já está na hora de passar o cargo a outros que vão começar a se informar! Mesmo com muita competência e experiência, administrar saúde é um grande desafio. O, já falecido, papa da administração moderna, Peter Drucker, dizia que, se o convocassem para administrar uma instituição de saúde, recusaria por não se considerar capaz para enfrentar tamanha complexidade. Além de buscar os mais competentes e comprometidos dirigentes, entre profissionais de saúde e de outros saberes, não se pode deixar de investir em sua educação permanente. 2. EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. Educação dos profissionais universitários, técnicos, auxiliares e operacionais. Tem-se que investir muito em formação sobre três enfoques. O saber fazer técnico. O saber do bem conviver humano. O saber e viver o compromisso individual humano com a sociedade onde está. Educação processo permanente. Temos defendido que os empregadores e gestores da saúde, além de garantir salários e condições de trabalho, têm que investir em educação permanente, sob todas as formas. Poderíamos sintetizar o processo de mudança em duas tônicas: RE-INTEGRALIZAR e RE-HUMANIZAR. A humanização no encontro dos profissionais de saúde com os cidadãos usuários é um dos maiores desafios, cobrados e recobrados por todos que demandam os serviços de saúde. Outro componente seria a prática da integralidade: voltar a ver o ser humano como um todo e agir com ele e nele de maneira mais global e holística. A chave da mudança na saúde são os trabalhadores de saúde. A ação educativa é o único caminho de integrá-los, potencializando e aprofundando sua atuação na sociedade. Isto para o bem dos seres humanos usuários dos serviços de saúde e para o próprio bem estar dos trabalhadores, operários da saúde. 3. EDUCAÇÃO DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE. Falamos aqui daqueles serviços de saúde privados, lucrativos ou não, que assumem parcerias com o público ou entre o próprio privado. Os serviços contratados-conveniados têm que ter seu momento de educação. Públicos e privados, têm que se aprimorar. Administrativamente, humanamente e no compromisso com a sociedade. Os prestadores de serviços têm que fazer as vezes de seu contratante, público ou privado (planos, seguros, auto-gestão). Tem que desempenhar bem seu papel complementar. Cumprir as regras contratuais, seguir a regulação institucional própria e do contratante. A ferramenta vai ser a educação. Educação e formação técnica e humana. O preparo e manutenção institucional da prestadora de serviços, como instituição. 4. EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS USUÁRIOS. Para se ter mais saúde é fundamental ter mais acesso à educação de todos os cidadãos. Mulheres com mais conhecimentos têm mais chances de cuidar melhor de sua própria saúde, de sua gravidez, de suas crianças. A mortalidade infantil é menor em famílias cujos pais têm maior grau de instrução, mesmo com esta variável isolada do nível de renda. Temos muitos mecanismos de investir em educação da população que não pode ser apenas campanhista e feita exclusivamente, por profissionais de saúde. Inicialmente, o conhecimento técnico de saúde é primordialmente do pessoal da saúde, mas a técnica educacional é primordialmente dos educadores.. Tem-se que investir em educação para a saúde nas escolas, nos bairros, no trabalho, nos meios sociais etc. Os temas são amplos: conhecimento do corpo, da saúde, das doenças, da prevenção, da contribuição a seu tratamento, do estilo de vida, sobre o uso racional dos serviços de saúde. Se não se investir em educação da população para a saúde temos pouca chance de melhorar sua qualidade de vida. Vai-se cada vez consumir mais recursos no tratamento daquilo que poderia ser evitado ou minimizado. Neste horizonte educacional para a saúde, mais amplo, entra o uso correto de exames, internações, especialistas, terapias, medicamentos etc. e o conseqüente combate a seu uso indevido. Não com o intuito de se fazer economia, mas de gastar melhor os poucos recursos existentes. 5. EDUCAÇÃO DAS OUTRAS FORÇAS DA SOCIEDADE COM RELAÇÃO DIRETA COM A SAÚDE: MINISTÉRIO PÚBLICO, JUDICIÁRIO, MÍDIA E OUTROS O Ministério Público tem a obrigação de garantir os direitos constitucionais do cidadão. Foi o grande avanço da CF de 1988. Os direitos constitucionais do cidadão têm que ser assegurados pelo poder público e pelos serviços de relevância pública (Só saúde, constitucionalmente o é!). O judiciário, igualmente, deve, associado ou não à ação do Ministério Público, salvaguardar estes direitos. Para que isto aconteça de forma efetiva, harmônica, ainda precisamos de muita ação educativa destes dois setores essenciais. Conhecer o direito à vida e à saúde, conhecer o sistema de saúde no Brasil, com suas nuances. Conhecer, ao detalhe, o sistema público, o SUS. Só investimento em educação poderá fazer a ação do judiciário e do MP legal, eficaz e justa. A Mídia e seus vários atores, os da informação, propaganda, marketing e outros, tem que ser aliada das administrações de saúde, dos profissionais e dos cidadãos. Não se pode aliar unilateralmente a apenas uma destas forças da sociedade. Se isto acontecer, a mídia pode levar ao desequilíbrio essencial. A mídia pode usar o tema saúde como foco de suas intervenções na sociedade. A mídia pode ser apenas crÍtica e criticada, ou pode ser pró-ativa na ajuda às pessoas para terem mais saúde e serem mais felizes. O desafio é trabalhar com a educação da mídia para que ela conheça saúde e exercite ao máximo o potencial de sua área de atuação. Educar a mídia para que ela possa ser uma das grandes educadoras da sociedade. Estas e outras forças da sociedade têm que perceber, em certo momento, que o individual pode servir de escuta, mas a ação tem que ser coletiva. O coletivo, do bem comum, tem que ser soberano ao individual, principalmente quando houver litígio entre os seus interesses. Tem-se que avaliar os problemas mas, não se pode reduzí-los às aparências esquecendo-se da essência. Não perceber e não interferir nas causas dos problemas continua sendo uma impropriedade imperdoável. CONCLUSÃO: O saber técnico pode ser primordialmente de saúde, mas tem-se que acoplar o conhecimento da área de educação. Esta associação é necessária. Investir no processo educacional para se fazer cada vez mais e melhor a educação em saúde. As várias técnicas e momentos educativos têm que ser rediscutidos e usados adequadamente a cada tempo e lugar. Temos persistido na idéia de se usar mais dos treinamentos presenciais com professores o que acaba limitando o acesso pois não se pode tirar os ouvintes, por muito tempo, da missão precípua de prestar atendimento. Os vários meios educativos aí estão, há já bastante tempo, esperando que os usemos mais: consulta e leitura (folhetos, revistas, livros), audiovisual, internet e outros meios eletrônicos, consultoria e tutoria à distância. Parcerias com os setores mais avançados das universidades e dos centros formadores técnicos têm que ser feitas para que este grande desafio seja enfrentado com solução positiva. A melhor assessoria gerencial e educacional. Não é possível que não tenhamos novidades a serem introduzidas neste processo de educação permanente para a saúde, envolvendo os vários segmentos acima descritos. Tudo isto garantido, incentivado e facilitado dentro da administração de saúde, pública e privada. Está aí o desafio para todos nós da saúde. Investir em educação: de saúde, em saúde, para saúde, pela saúde! De forma profunda e permanente: junto às equipes técnicas de gerência, bem escolhidas e preparadas, junto aos profissionais de saúde, junto aos prestadores parceiros, junto aos cidadãos usuários e junto às diversas forças da sociedade como o Ministério Público, O Judiciário, a Mídia e outros. Todos com o único objetivo de ajudar as pessoas a terem mais vida, saúde, felicidade.
Coloco aqui na íntegra por se tratar de documento riquíssimo em nossos estudos.
Após a leitura, fomos levados a pensar e discutir o texto. Alguns pontos foram destacados, como:
- a necessidade de instrumentalisar a população com conhecimentos que os leve a ter uma melhor qualidade de vida;
- investir nos profissionais de saúde com educação permanente;
- necessidade dos gestores de saúde serem profissionais de carreira, para que não aconteçam trocas constantes e retrocesso no processo;
- utilização de todos os meios de comunicação para divulgar propostas, programas e também como aliados na educação em saúde para a população.
Dando prosseguimento ao encontro, a professora Dulce Samalea nos apresentou um Powerpoint que falava sobre as dificuldades para o trabalho em equipe, como:
- diferentes personalidades;
- diferentes opiniões;
- falta de tempo para se trabalhar em equipe;
- objetivos diferentes;
Da mesma forma, nos foram dadas algumas dicas para se trabalhar bem em grupo. Coloco aqui de forma resumida:
Respeitar o outro, dividir tarefas, respeitar as opiniões dos outros, respeitar as tarefas de cada um, ter um plano de trabalho bem elaborado.
Na elaboração do trabalho de grupo temos que ter claro:
- A que população se dirige este tabalho;
- Qual a dimensão do grupo;
- Qual o nível de conhecimento dos participantes;
- Que experiência têm os participantes;
Temos também que levar em conta os resultados que esperamos obter para, ao término do encontro, verificarmos se os mesmos foram atingidos.
Nossa próxima atividade foi :Leitura do texto "Facilitação do Modo de Vida Comunitária", contido na apostila. O texto fala sobre a necessidade que o ser humano tem de se relacionar e de conviver em grupo, buscando seu crescimento e desenvolvimento. A vida em grupo é essencial para tecermos relações estáveis e nutritivas, para interagirmos, para confiarmos, apoiarmos, compartilharmos, confrontarmos e buscarmos realizar metas de vida pessoal e coletiva. Diversos são os grupos populares e todos eles juntos formam a comunidade e representam unidades potenciais de desenvolvimento individual e comunitário.Para atuar com estes diferentes grupos, podemos lançar mão de alguns processos que ajudam a dinamizar os encontros de grupo , criando um clima psicossocial favorável ao desenvolvimento da ação. São eles:
- Círculo de cultura - onde em círculo, cada indivíduo vai dizendo a sua idéia e ouvindo a dos demais, atento, receptivo e integrado com o que se vive e o que se procura mudar.
- Círculo de encontro - trabalha-se o diálogo, o discurso reflexivo, a história social e biográfica, a integração interpessoal e grupal, circulação de idéias e informações, a desinibição e o companheirismo, o apoio sócio-emocional e o cotidiano de cada um, resgatando o potencial individual, histórico, social e cultural da comunidade.
- Grupo de Biodança - mediante exercícios semi-estruturados, demonstrados pelo facilitador e realizados por todos os membros do grupo, são deflagradas vivências profundas de integração nas áreas de vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência entre os participantes.
- Dramatização - o grupo interpreta papéis de seu coidiano, trazendo à cena o modo de vida do lugar, seus problemas e dificuldades, seus êxitos e encontros, suas lutas, danças, festas, brincadeiras, etc.
- Teatro de Rua - trabalha em seus atores, além do prazer pelo fzer teatral, a satisfação política de torná-lo instrumento eficaz de transformação do mundo presente.
- Oficina de Arte-Identidade - utilização da arte(enquanto criação) como forma de expressar sensibilidade, emoção, o Eu interior de cada um.
- Reunião de Quarteirão - dinâmica de grupo realizada com moradores de um quarteirão do bairro ou da comunidade que visa tabalhar a vizinhança em suas necessidades comuns de resolução de problemas.
- Grupo de produção - respostas imediatas para necessidades que precisam de satisfações imediatas.Grupos de fora da comunidade auxiliando na solução de problemas.
- Mutirão - ação-participante empregada por comunidades para resolver problemas específicos que exigem trabalho coletivo, reduzindo esforços, cuso e tempo dos moradores.
- Conversa a dois - espaço de relação entre um morador e o psicólogo comunitário ou entre dois moradores, no qual se desenvolve um processo de diálogo onde um expressa algo que lhe angustia e que não gostaria de compartilhar com o grupo.
Conhecidos os processos, a professora Dulce separou a turma nos mesmos grupos dos trabalhos anteriores e delegou a cada grupo a tarefa de apresentar dois temas dos descritos acima. Coube ao nosso grupo a apresentação dos processos: Oficina de Arte-identidade e Reunião de Quarteirão.
domingo, 8 de junho de 2008
PISTAS PARA UMA AÇÃO COMUNITÁRIA

Uma das atividades desenvolvidas pela professora Dulce foi a leitura do texto "PISTAS PARA UMA AÇÃO COMUNITÁRIA" acompanhada de trabalho em grupos. O texto fala sobre como desenvolver ações comunitárias eficientes e que sejam um fator de crescimento recíproco. Fala também sobre parâmetros que temos que levar em conta na organização dessas ações,como:
1 - Conhecer a comunidade onde atuamos - necessário para que possamos traçar os objetivos e estabelecer prioridades para as ações. Estes conhecimentos abrangem dados demográficos, econômicos, culturais, geofísicos, sócio-políticos e históricos da comunidade. Esta análise constitui o que se chama de Diagnóstico da Comunidade, e é a garantia de uma ação comunitária eficaz e respeitosa do outro.
2 - Participação Comunitária - elemento fundamental na tomada de decisões no que diz respeito ao que deve ser feito, de como deve ser feito, bem como da avaliação das ações desenvolvidas.
Quais os benefícios obtidos pela participação?Em que consiste seu valor?Por que ela é tão importante num trabalho comunitário?Segundo Alastai T. White:
- a participação garante a adoção de métodos de organização e técnicas menos onerosas e mais apropriadas ao meio ambiente local;
- o fato de agirem juntos produz uma comunidade mais unida;
- a participação serve como catalisador para novos esforços de desenvolvimento;
- a participação favorece o senso de responsabilidade a propósito do projeto;
- a participação nos garante que o que fazemos é uma necessidade real;
- a participação nos permite valorizar e utilizar os conhecimentos e competência locais;
- a participação torna as pessoas menos dependentes da ação dos técnicos;
- a participação é fator de conscientização.
O maior entrave para se desenvolver ações comunitárias é saber como motivar a comunidade para desenvolver as ações necessárias para o bem comum.
3 - educar para transformar - a revisão de idéias, as reflexões constantes, a auto-gerência, enfim uma proposta educativa há de ser gerada com a finalidade de mudar realidades.
Mas será que a educação é sempre um fator de crescimento? Quando é que ela pode se transformar em obstáculo ao desenvolvimento humano e coletivo?
O professor Michel Cornaban nos mostra dois tipos de formação:
- Formação conformação - aquela que não dá lugar para os questionamentos, que dá lugar ao congelamento social, que visa manter o que já existe.
- Formação transformação - estimula a criatividade, o saber é encarado como um instrumento de mudança social e nasce do diálogo.
Para que a formação seja um fator de transformação há que se levar em conta alguns princípios(segundo Michel Cornaton):
- Privilegiar o aspecto prático e útil da formação;
- Alternar o particular e o geral - fatos vividos como pessoais podem ter pontos comuns quando discutidos no grupo;
- A formação deve levar em conta o essencial dos problemas do contexto da pessoa em formação - não podemos esquecer o meio onde as pessoas vivem;
- A formação como (re) criação - de forma prazerosa e recreativa também se aprende.
- Educação pela participação - aprendizagem conjunta onde técnicos e comunidade aprendem e se atualizam. Só há crescimento e educação para a vida, onde a comunicação não se faz de forma unidirecional.
- Respeitar a cultura local - cada grupo humano tem seus hábitos, costumes e valores sociais que devem ser levados em conta na hora de se promover uma ação educativa. Se soubermos conviver com estas diferenças, podemos transformar o cenário comunitário sem traumatismos e ainda sermos aliados na mesma luta.
Toda ação comunitária requer avaliação.É nesse momento que se corrige os erros, que se supera os obstáculos, que se tiram lições que vão nortear as próximas ações. Devemos sempre retomar os objetivos e o referencial teórico definidos no início da ação e confrontá-los com as ações empreendidas.
Após a leitura do texto, a professora Dulce dividiu a turma em grupos para a realização de uma atividade. Nosso grupo ficou assim composto:Sirley, Raíssa, Marisa, Keli, Joice, Luis, Bernardo, Keli de Moraes, Kézia. Coube-nos discutir "As diferentes possibilidades de relacionamento dos técnicos/educadores/assessores com a população, relacionando-as com a sua prática individual ou institucional(em Pomerode)."
Conclusão do grupo:
Atualmente as práticas educativas em saúde têm acontecido de forma verticalizada, ou seja, repasse de conhecimentos.Percebe-se a carência de recursos didáticos e mesmo de conhecimento por parte dos técnicos em conduzir pedagogicamente os encontros com a comunidade.
Outro agravante é a falta de competências em gestão para lidar com as equipes internas e mesmo com a população.
Falta também concreticidade nas discussões em grupo; provavelmente por não se traçar objetivos claros e diretos para serem abordados nos encontros.
Concluímos que para melhorar nossas práticas, necessário seria:
- Treinamento para os técnicos para que melhor conduzam seus encontros com a comunidade;
- Maior conhecimento, por parte das equipes, de suas comunidades;
- Maior vínculo com a comunidade;
- Conhecimento da história da comunidade alvo para estimular inovações e agir de forma presentiva;
- Incentivar a co-responsabilidade;
- Dinamizar os encontros;
- Avaliar as práticas buscando erros e acertos com o sentido de melhorar sempre.
Desta forma, a comunidade aprenderia a se organizar, discutir e decidir sobre questões concretas.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
OS SABERES E AS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE.

A educação que se busca no momento atual é aquela que vai promover o diálogo e intercâmbio de saberes técnico-científicos e populares, onde profissionais e usuários possam construir, de forma compartilhada, um saber sobre o processo saúde-doença.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
CAMINHANDO...

domingo, 1 de junho de 2008
AQUI COMEÇA NOSSA CAMINHADA...

A finalidade deste Blog não é a de apresentar nenhum tratado científico, mas sim uma forma de registrar nossos avanços enquanto alunas da disciplina de Educação em Saúde do curso de Pós Graduação em Saúde da Família.
Tudo o que aqui for escrito é fruto do nosso aprendizado e portanto, passível de ser mudado durante a caminhada.
Nesta empreitada, somos duas caminhantes: Sirley e Raíssa.
Esperamos ser o mais fidedígnas possível em nossos relatos.
Quem quiser caminhar conosco, sinta-se a vontade.
Dia 30/05/2008 - Primeiros passos da caminhada...
Iniciamos a disciplina com a apresentação de todos os alunos para a professora Dulce Maria Vasconcelos Samalea. Feitas as apresentações, nos foi apresentado um pequeno histórico das práticas Educativas em Saúde do qual fizemos um pequeno resumo.
Os primeiros passos na direção de programas de educação em saúde no país aconteceram em 1924 com a criação do primeiro Pelotão de Saúde em uma escola estadual do Rio de Janeiro.No ano seguinte é criada a Inspetoria de Educação Sanitária e Centros de Saúde do Estado de São Paulo com a finalidade de promover a formação da consciência sanitária da população e dos serviços de profilaxia. Surge então, pela primeira vez, o título de Educador Sanitário para aquele que seria o responsável pela divulgação de noções de higiene para alunos das escolas primárias estaduais. Em 1942 houve a primeira grande transformação de mentalidade nas atividades da educação sanitária com a criação do Serviço Especial de SaúdePública - SESP. Foi o SESP quem começou a preparar os professores da rede pública de ensino como agentes educacionais da saúde. Na 5 Conferência de Saúde e Educação Sanitária, realizada em 1962 na Filadélfia, os serviços de educação sanitária são chamados para desenvolverem ações que diminuíssem o grande abismo entre os conhecimentos científicos da medicina e sua aplicação na vida diária dos indivíduos, famílias, escolas e distintos grupos da coletividade.
Em meados da década de 70, a terceira transformação começa a acontecer quando da implantação dos primeiros sistemas nacionais de informações de saúde, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (1976) e o Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (1979).Esta "terceira onda" da educação em saúde se explicita em 1989, ao se incorporar ao Projeto Nordeste II o financiamento, pelo Banco Mundial, de US$ 20 milhões, para as ações de IEC - Informação, Educação e Comunicação. É apenas em 1996 que as atividades de educação em saúde voltaram a receber alguma atenção por parte dos dirigentes do Ministério, com o projeto Saúde na Escola, integrado a TV Escola do MEC. Outro passo importante foi a definição, em 1998, de uma Diretoria de Programas para a área fazendo-a evoluir de um Projeto Saúde na Escola para um Programa de Educação em Saúde.

